Paulo Pinto/Agência Brasil
Por: Redação
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Publicado em 11.02.2026 | 15:55 | Alterado em 12.03.2026 | 17:04
O Governo de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (9) a campanha de vacinação contra a dengue com um imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, o Butantan-DV. A cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, aderiu ao Plano Nacional de Imunização (PNI) que contempla, em primeiro momento, a imunização de profissionais da saúde. A próxima etapa deve incluir a população geral.
Confira informações sobre a nova vacina e sua eficácia e segurança:
A vacina contra a dengue é indicada para a prevenção das quatro variantes do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Ela é recomendada para pessoas de 15 a 59 anos, independentemente de infecção prévia por dengue, ou seja, mesmo para quem já teve a doença ou não. Soropositivos e pessoas sem histórico de vacinação contra a dengue também podem tomar.
O imunizante é de dose única e a vacinação é essencial para evitar as formas graves da doença, conhecida popularmente como “dengue hemorrágica”. A forma mais perigosa é caracterizada por sangramentos (nariz, gengiva, fezes), dor abdominal intensa e choque, exigindo hospitalização imediata.
Sim, o imunizante é seguro e passou por uma série de processos e estudos científicos antes da fase de distribuição. Desde 2009, os pesquisadores do Instituto Butantan estudam a produção da vacina contra o vírus da dengue e seguiram etapas criteriosas de testes.
A maioria das reações à vacina foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Das mais de 10 mil pessoas que receberam o imunizante na fase 3 dos testes clínicos, apenas três indivíduos – o que é menos de 0,1% dos imunizados – apresentaram eventos adversos graves e todos se recuperaram totalmente.
A análise da eficácia da Butantan-DV se baseia nos resultados da fase 3, que acompanhou voluntários imunizados por cinco anos. No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra a dengue grave e com sinais de alarme.
O imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno.
Considerando a disponibilidade inicial de doses, o Ministério da Saúde optou por iniciar a administração da vacina em trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Em breve, haverá um calendário destinado para a aplicação na população geral.
No círculo prioritário, são contemplados médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, odontólogos, equipes multiprofissionais – nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos –, agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE).
Trabalhadores administrativos e de atividades meio ou de apoio das unidades de saúde – como seguranças e vigilantes, equipes que atuam na limpeza, cozinheiros e auxiliares e motoristas de ambulâncias – também podem receber o imunizante.
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