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Mães da Várzea: conheça jogadoras que transformam a realidade do futebol com os filhos

Magno Borges/ Agência Mural

De mamadeira na mão e chuteira no pé, a Agência Mural reuniu história de mulheres periféricas que conectam maternidade ao esporte favorito das quebradas

Por: Jacqueline Maria da Silva

Notícia

Publicado em 09.05.2026 | 11:18 | Alterado em 12.05.2026 | 11:34

Tempo de leitura: 2 min(s)

O que une as mulheres jogadoras de futebol de várzea? A paixão pelo esporte, a garra de atleta e o corre do dia a dia. Todas as respostas são válidas, mas para algumas há algo que não só as conecta como as aproxima: a maternidade.

E se engana quem pensa que elas são minoria. A maior parte (89%) dos 95 times ouvidos no Mapeamento do Futebol Feminino Varzeano de São Paulo possuem ao menos uma jogadora mãe.

Presença de meninas e mulheres no futebol de várzea ainda é inferior a dos homens @Jacqueline Maria da Silva

O levantamento de 2022 mapeou 146 equipes de mulheres na Grande São Paulo e elencou os principais desafios para as meninas entrarem em campo, como segurança, preço e trabalhos domésticos.

A responsável pela pesquisa, Aira Bonfim, que é historiadora do esporte, afirma que observou forte presença de jogadoras mães nos campos de várzea das periferias – com participação dos filhos consideravelmente mais que nos times masculinos.

‘Diferentemente dos homens, essas crianças, independente da fase, acompanham a mulher jogadora’

Apesar da importante presença das mães na várzea, nem todos os locais de jogo levam mulheres e crianças em conta. O levantamento mostrou que a modalidade sofre com problemas que vão de falta de estrutura para treino até ausência de banheiros femininos – que dirá espaços como playground, fraldário e salas de amamentação?

“A pesquisa é um dado relevante que permite estruturar políticas públicas que olhem para as mulheres na hora de pensar os espaços [dos jogos de várzea] e para o direito delas de acessar práticas esportivas”, completa Aira.

Os principais motivos que levam as mulheres ao campo, segundo a pesquisa, é a socialização, saúde, lazer e para acompanhar as amigas. São pontos que unem os relatos de Jéssica, Nanci e Sidinéia, três mães de diferentes periferias de São Paulo que levam a maternidade para dentro dos campos de várzea.

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Jacqueline Maria da Silva

Jornalista, vencedora de prêmios de jornalismo como MOL, SEBRAE, SIP. Gosta de falar sobre temas diversos e acredita do jornalismo como ferramenta para tornar o planeta melhor.

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