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São Paulo registra 7 mil BOs de desaparecimentos por ano

Por: Guilherme Silva e Isabela Alves e Kaliny Santos

Em outubro de 2024, o camareiro Wesley Ramos, 23, saiu do trabalho no centro de São Paulo e foi para casa, no Jardim Paulistano, na Brasilândia, zona norte, em uma sexta-feira. Ao chegar, decidiu sair para encontrar familiares e amigos, e nunca mais voltou.

Ele morava com o irmão, próximo à casa da tia Elisangela Ramos, 41, também na época camareira no hotel. “No dia seguinte, a moça que trabalha com ele me ligou, falou: ‘Eli, você sabe do Wesley?’ Eu falei: ‘Não, por quê?’. Um rapaz encontrou o celular dele perto do Mercado Iara”, relata a Elisangela.

Wesley cresceu com a tia e os avôs na zona norte de São Paulo, “um garoto de bom coração, não teve problemas com drogas ou bebidas; tem vários amigos”.

Descrito pela família como um menino inteligente e autodidata, ele sempre demonstrou habilidade com eletrônicos e era quem costumava consertar os objetos da casa. Estava sempre disposto a ajudar a avó nas pequenas tarefas do dia a dia. “Ele sempre foi muito próximo da família. Dizia: ‘Vó, deixa que eu ajudo’, ‘Vó, quebrou um móvel, eu arrumo’. É um menino muito dedicado a nós”, conta a tia.

Elisângela aguarda resposta do seu sobrinho desaparecido no Jd Paulistano na Brasilândia zona norte de SP Léu Britto/Agência Mural

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Um ano depois, a família ainda não tem respostas sobre o que houve. Uma realidade vivida por milhares de famílias na capital.

74 mil registros

Todos os dias, alguém sai de casa e não volta. Uma ida ao mercado, uma visita a um amigo, um dia comum que se transforma em uma ausência permanente. Por trás de cada desaparecimento, há uma história.

A Agência Mural obteve uma lista de BOs (Boletins de Ocorrência) de pessoas desaparecidas entre janeiro de 2015 e julho de 2025, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

A análise de 74.026 BOs registrados na cidade de São Paulo revela que as regiões periféricas concentram os maiores índices de casos. Dos 29 bairros com mais registros, todos estão localizados nas extremidades da capital paulista, distantes do centro expandido.

Os números, porém, carregam limitações, porque representam boletins de ocorrência registrados, não pessoas desaparecidas de fato – uma mesma pessoa pode gerar múltiplos BOs ao longo do tempo, e muitos nunca chegam a ser formalizados em delegacias. Ainda assim, mostram um recorte da situação pela capital. Também não é possível saber quantos foram encontrados, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

O Grajaú, na zona sul, lidera o ranking com 1.946 boletins de ocorrência no período – uma média de 177 casos por ano. Em 2025, chamou a atenção o caso do jovem Samuel, morador da região, que teve o corpo encontrado apenas sete anos após a ocorrência e em outra região da cidade.

Em seguida aparecem Brasilândia (zona norte, com 1.538 casos), Cidade Ademar (zona sul, 1.456), Cidade Tiradentes (zona leste, 1.436) e Sapopemba (também na zona leste, com 1.381 registros). Juntos, apenas esses cinco bairros somam 7.757 BOs, o equivalente a 10,5% de todos os desaparecimentos registrados na capital.

Em contrapartida, as delegacias de Cidade Tiradentes e do Capão Redondo foram as que mais receberam esse tipo de registro.

Por trás desses números, há histórias de famílias que ainda buscam respostas, histórico de negligência no atendimento dos casos e dúvidas sobre o que fazer quando uma pessoa não volta para casa.

Em busca de respostas

Tiago, 22, desapareceu no dia 4 de setembro de 2023. Filho mais velho de Aparecida Inácio da Silva, 49, auxiliar de limpeza, ele era esquizofrênico e tomava medicamentos controlados. No dia, passou o dia dormindo e disse que estava com dor de cabeça.

Aparecida saiu para trabalhar e o viu pela última vez tomando banho. Às 18h30, ele ligou pedindo R$ 30 para uma bebida que havia tomado, mas logo em seguida disse que conseguiu resolver a situação.

“Você foi ao médico?”, perguntou ela. “Eu vim para a Lapa, mas já estou voltando e vou ao médico”. Foram as últimas palavras que trocaram.

Moradora de Pirituba, na zona norte de São Paulo, Aparecida percebeu a ausência do filho ao chegar em casa às 22h. Pensando que ele estivesse com amigos, telefonou, mas não obteve resposta. Ela trabalha de manhã fazendo faxina em casas de família e à noite em um colégio, então decidiu descansar. No dia seguinte, ligou para ele novamente, sem sucesso.

Todos os anos, em 30 de agosto, Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, familiares se reúnem nas escadarias da Catedral da Sé para lutar pela causa @Isabela Alves/Agência Mural

Na mesma noite, foi à delegacia registrar o boletim de ocorrência, acompanhada da filha, Viviane. Ao questionar o delegado, perguntou: “Vocês não mandam procurar quando alguém desaparece? Não saem à rua?”. “Não, temos equipe na rua. Se abordamos alguém e essa pessoa está desaparecida, chamamos a família”, respondeu o delegado.

Aparecida começou a procurar nas ruas, nos IMLs e em outros locais das periferias, sem obter respostas. A tristeza tomou conta dela, e a dor foi tão intensa que chegou a pensar em não querer mais viver.

‘Eles [na delegacia] diziam que a culpa era minha, que demorei para procurar. Mas eu comecei a buscar no segundo dia e até hoje não desisti’

Na Lapa, espalhou cartazes com a foto do filho e, sempre que anda pelas ruas, observa cada jovem negro, procurando por alguma tatuagem que possa identificar Tiago. “Cada dia que passa fica mais difícil. O futuro para mim é incerto. Minha esperança é descobrir o que aconteceu com meu filho. E a dor aumenta a cada dia”, desabafa.

Ela desenvolveu síndrome do pânico, toma remédios controlados e não consegue mais andar de trem ou metrô sozinha. Também se mudou de casa, pois tudo lembrava o filho, e iniciou acompanhamento psicológico com o apoio das Mães da Sé, onde encontrou acolhimento que jamais teve nas instituições.

Mães da Sé

A história do grupo Mães da Sé também começou após um desaparecimento. Era 23 de dezembro de 1995. Na manhã que antecedia a véspera de Natal, Ivanise Esperidião da Silva, 63, amanheceu tomada por uma grande tristeza, sentindo ansiedade e um aperto no coração, com vontade de chorar.

Moradora de Pirituba, na zona norte de São Paulo, ela foi até Perus para fazer o cabelo. Na volta para casa, encontrou a filha Fagna sozinha em casa, cuidando da faxina para o dia seguinte.

“Onde está a Fabiana?” perguntou. “Ela foi à casa de uma amiga desejar feliz aniversário e já volta”, respondeu Fagna por volta das 20h. Ivanize foi mãe aos 20 anos. Fabiana é a primogênita, com 13, e a segunda filha, Fagna, nasceu com 11 meses depois.

Há 30 anos, Ivanise procura por Fabiana. Ela é uma das criadoras do Mâes da Sé @Isabela Alves/Agência Mural

O tempo foi passando e uma chuva muito forte começou a cair. Preocupada, ela decidiu ir buscar a filha na casa da amiga. “Tia, a Fabiana não está aqui. Ela já foi embora faz tempo”, ouviu angustiada.

A mãe acredita que Fabiana desapareceu na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba, uma via bastante movimentada. Ela tinha apenas 13 anos e já são 30 anos desde que desapareceu.

Apesar disso, as respostas recebidas por autoridades parecem semelhantes aos casos recentes. Na madrugada do dia 24, foi com o marido ao 87º Distrito Policial, na Vila Pereira Barreto, e ouviu das autoridades. “Volta para casa, mãe. Isso é coisa de adolescente. Até o amanhecer, sua filha já vai ter voltado. Ela deve estar por aí com algum namoradinho”.

“Durante três meses, eu procurei a minha filha sozinha por essa cidade. Todos os dias eu saía. Não existe um hospital ou um IML em São Paulo onde eu não tenha ido atrás dela. Cheguei ao limite da loucura”, conta.

A busca pela filha fez com que a história de Ivanise chegasse até a escritora Glória Perez, que a convidou para ir ao Rio de Janeiro gravar um depoimento para a novela “Explode Coração”. Ao final dos capítulos, a produção exibia relatos de mães que estavam à procura de filhos desaparecidos.

Mães que têm filhos desaparecidos convivem diariamente com a dor da ausência. A espera sem respostas pode desencadear ansiedade, depressão e síndrome do pânico @Isabela Alves/Agência Mural

Nenhuma denúncia surgiu após a exibição. No dia seguinte, duas jornalistas a entrevistaram, e Ivanise deixou o número de telefone para que outras mães pudessem entrar em contato e desabafar.

Logo o telefone começou a tocar. Ela, então, marcou um encontro para o domingo seguinte, nas escadarias da Catedral da Sé, no centro de São Paulo.

No dia 31 de março de 1996, por volta das 9h da manhã, Ivanise encontrou mais de cem mães reunidas no local. Assim nasceu o movimento “Mães da Sé”, do qual ela é presidente e fundadora.

“O nome surgiu porque a própria imprensa começou a se referir a nós dessa forma”, conta. “A partir daquele dia, transformei a minha dor em luta. Não apenas pela minha filha, mas por todas aquelas mulheres que estavam ali”.

Para a fundadora das Mães da Sé, desaparecimentos só ganham repercussão quando envolvem pessoas de classe média alta.

‘Os desaparecimentos acontecem, em sua maioria, nas periferias, envolvendo pessoas de classe social baixa. Quanto maior o tempo do desaparecimento, menor a probabilidade de serem reconhecidas e localizadas’

Ivanise,fundadora do Mães da Sé

Até o momento, as Mães da Sé já auxiliaram na localização de 6.000 pessoas desaparecidas e possuem 12 mil mães cadastradas.

A dor compartilhada

Uma dessas mães é Lucineide da Silva da Macena, 59, cabeleireira e moradora do Grajaú, na zona sul, também compartilha da mesma dor. O filho Felipe desapareceu perto de casa aos 16 anos. Ele saiu para visitar um amigo na Vila Natal e não voltou. Ambos os adolescentes desapareceram em 3 de novembro de 2008.

Às 19h30, ele disse: “Mãe, vou ali e já volto”. No dia seguinte, às 4h da manhã, Lucineide encontrou a outra filha no ponto de ônibus a caminho do trabalho e perguntou se Felipe havia ficado na casa dela.

Desde 2008, Lucineide procura pelo filho Felipe @Isabela Alves/Agência Mural

Na época, ela saiu procurando por todos os bairros, sem obter respostas. Ao registrar o boletim de ocorrência, conheceu a família de outro adolescente desaparecido. Ela acredita que Felipe foi visitar esse colega para tentar vender uma moto.

“Nem sabia o que era desaparecimento, não tinha noção do que significava. Na minha cabeça, se algo tivesse acontecido, ele estaria no hospital ou numa delegacia. Foi aí que percebemos que algo estava errado”, lembra Lucineide.

Ela entrou em crise de depressão e continuou procurando Felipe por toda São Paulo, até que foi à Praça da Sé e encontrou outras mães. Foi então que percebeu que a dor não era só dela.

“Se a gente procura apenas pelo nosso filho, a gente morre. Morre rápido, porque não tem respostas. Você acaba se frustrando pela falta de apoio. Mas, quando vê outras mães numa situação pior ou mais desesperadora que a sua, você pensa: ‘Poxa, eu já passei por isso, então posso ajudá-la a seguir outro caminho’”, relata.

“Continuo nas ruas procurando, não deixei de procurar, embora a pessoa mude muito ao longo dos anos. Coração de mãe é coração de mãe. É revoltante ver tanta gente desaparecer e perceber que o Estado não se comove, não assume seu papel. O Estado é omisso em muitas questões, principalmente nesta causa”, conclui.

Rastreamento

“Ele [Wesley] era presente na nossa vida, gostava de conversar, de brincar”, relembra Elisangela, tia de Wesley, história que abre esta reportagem. A família foi orientada a registrar o boletim de ocorrência apenas 24 horas após o desaparecimento, além disso, precisaram passar por três delegacias até conseguir formalizar o registro.

Ela chegou a procurar câmeras de segurança e rastrear a localização do celular encontrado, mas não chegaram a uma resposta final sobre o caso.

“Fiz o boletim de desaparecimento no sábado à noite, cerca de 24 horas depois, na Casa Verde. A polícia veio aqui, umas quatro vezes pedindo informação, intimaram as pessoas, mas não tivemos retorno de nada”, conta Elisângela. A Casa Verde, bairro ao lado da Brasilândia, fica a cerca de 30 minutos da casa dos familiares de Wesley.

Elisângela relata dificuldade para ter acesso ao serviço @Léu Britto/Agência Mural

Além do boletim de ocorrência, a família do rapaz saiu para as ruas, fizeram cartazes e manifestação pelo bairro com ajuda do ativista do coletivo “Brasilândia, nossas vidas importam” e do sociólogo, Israel Luz.

Ele lembra que começou a se envolver nas lutas do bairro a partir de uma notícia de prisão injusta divulgada em páginas locais.

O sociólogo ajudou a família com protestos, passeatas, contato com aSecretaria de Direitos Humanos e apoio na busca por visibilidade do caso. Israel, também gritou a cobertura realizada pela Record, que retratou o jovem como criminoso, gerando revolta e sofrimento à família de Ramos.

Ele afirma que a situação permanece sem avanços concretos por “falta de ação das autoridades” e explica que o padrão de pessoas desaparecidas sempre se repete,“são homens, negros ou não brancos, periféricos e jovens. Vivem em contextos marcados por pobreza, racismo estrutural e violência policial, o que faz com que os casos de desaparecimento sejam tratados com descaso pelas autoridades.”

“Ele era presente na nossa vida, gostava de conversar, de brincar”, era trabalhador, encerra Elisangela.

O perfil dos desaparecidos

No caso de São Paulo, entre as vítimas, os homens representam 64,8% dos casos (47.943 registros), enquanto as mulheres somam 35% (25.910). A idade média é de 32,5 anos, mas a mediana de 29 anos indica que metade dos desaparecidos tem menos de três décadas de vida.

A análise por faixas etárias revela que adolescentes entre 13 e 18 anos são o grupo mais vulnerável: 17.857 boletins de ocorrência, quase um quarto do total. Em seguida aparecem adultos de 26 a 35 anos (14.897 casos) e de 36 a 45 anos (11.972). Crianças de até 12 anos somam 3.193 registros.

Quando cruzados os dados de sexo e idade, emerge um recorte ainda mais específico: homens entre 26 e 35 anos lideram com 11.612 casos, seguidos por mulheres adolescentes de 13 a 18 anos (11.416 registros).

Entre as mulheres, a faixa dos 13 aos 18 anos concentra 44% de todos os desaparecimentos femininos, sugerindo padrões distintos de vulnerabilidade entre os gêneros.

Os dados de cor e raça – disponíveis em 80,4% dos registros – mostram que pessoas brancas (26.293 casos) e pardas (24.374) respondem pela maioria absoluta, seguidas por pessoas pretas (6.686 registros).

Dados limitados e lacunas na base

Segundo, os dados apresentam inconsistências: há variações na grafia de bairros, 2,6% dos registros não têm localização e quase 20% não informam (ou não foram registrados) com cor ou raça.

Além disso, cerca de 60% das ocorrências são registradas fora do local onde o desaparecimento aconteceu, segundo a própria Secretaria de Segurança Pública.

A própria SSP-SP ressalta que os dados brutos extraídos do sistema de RDO (Registro Digital de Ocorrências) “não têm o tratamento metodológico necessário para qualificá-los como estatísticas oficiais”.

Em nota metodológica, a secretaria de segurança afirma que o sistema, implementado gradualmente nas delegacias paulistas e com cobertura completa apenas a partir de 2010, ainda passa por constantes ajustes em seus campos de preenchimento.

DESAPARECIMENTOS NO BRASIL

No primeiro semestre de 2025, cerca de 220 pessoas desapareceram por dia no Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que a taxa de registros de desaparecimentos cresceu 4,9% em 2024, totalizando 81.873 casos notificados às Polícias Civis de todo o país.

O perfil predominante é de homens (62,8%), adolescentes e jovens (53,5%) e pessoas negras (54,3%). Entre 2018 e 2024, o Nordeste foi a região com o maior crescimento de casos (41,4%), seguido pelo Norte (31,0%) e Sul (6,2%). No Sudeste, os casos caíram 4,1%, e no Centro-Oeste houve redução de 13,5%.

Segundo a Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e Coordenadora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos – PLID, Eliana Vendramini, a criação de um banco de dados nacional para desaparecidos é uma demanda antiga prevista na Lei Federal 13.812 de 2019.

Eliane foi uma das pessoas ouvidas na Comissão Parlamentar de Inquérito do Desaparecimento de Pessoas um mês após a criação do PLID, em 2009, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Na época, a promotora já cobrava sobre as dificuldades nas investigações e conclusões nos casos de desaparecidos no Estado de São Paulo.

Grupo de mães também se tornou espaço de comunidade @Isabela Alves/Agência Mural

A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e tornou o tema uma responsabilidade da União.

A lei estabelece diretrizes para a busca, tornando-a uma prioridade e garantindo que a polícia aja imediatamente em caso de desaparecimento.

Apesar disso, Eliana aponta que o Banco Nacional de Pessoas Desaparecidas, sistema previsto no artigo 5º da lei, ainda não conta com a adesão da maioria.

“Não foi aderido por quase nenhum estado, o estado de São Paulo, por exemplo, não está lá. Eu sempre falo dele porque eu sou promotora estadual e eu vejo o que a gente está fazendo aqui”, afirma.

Segundo ela, a principal justificativa é a falta de organização dos boletins de ocorrência nos sistemas estaduais, o que impede a integração com a base nacional.

A promotora ainda afirma que a criação de um banco de dados público e confiável nacional, capaz de cruzar informações de boletins de ocorrência com registros de órgãos como o Instituto Médico Legal, o Serviço de Verificação de Óbitos e hospitais “é uma alternativa para resolução de grande parte dos desaparecimentos.”

Em 2015, ela ingressou com uma ação civil pública pedindo a implantação de um banco estadual de desaparecidos em São Paulo, que permitiria a integração com o sistema nacional, mas a ação foi negada em segunda instância.

o que fazer em caso de um desaparecimento

1

Fazer o boletim de ocorrência online. Não aguarde 24 horas.

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Vá até a principal delegacia para pessoas desaparecidas em São Paulo, localizada na Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar, bairro Luz.

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Compartilhe fotos atualizadas da pessoa desaparecida para grupos, associações e redes sociais que auxiliem na busca.

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